Óxido

A convicção que tenho de mim mesma é imutável. Sempre que preciso acessar as minhas emoções, que para mim, são a minha fragilidade – eu choro. Nada é fácil. A emoção humana mais genuína como o choro é incomodo. Quero ficar no escuro por segurança. O abismo é confortável pois não há nada novo. Quando…

Written by

A convicção que tenho de mim mesma é imutável. Sempre que preciso acessar as minhas emoções, que para mim, são a minha fragilidade – eu choro. Nada é fácil. A emoção humana mais genuína como o choro é incomodo. Quero ficar no escuro por segurança. O abismo é confortável pois não há nada novo. Quando sentimos a vida novamente se iludimos, e a mudança emocional gera um impacto: Estar feliz e levar uma rasteira. Me causa medo porque o meu destino são as perdas incessantes de pessoas e lugares. Lembro daquela noite fria, junho do ano passado – jurei a mim mesma que nunca mais iria me permitir sentir felicidade. Me sinto quebradiça como vidro. Possuo dúvidas e medos no espírito, o pior de tudo que possuo não é o ódio, mas a indiferença; eu não tomo a iniciativa, mas também não irei impedir; irei sentar e observar. O mesmo que estar de castigo numa poltrona quando criança. Me forçando a uma imagem repulsiva para treinar minha resistência emocional e psicológica. Eu gosto de chegar ao colapso emocional porque por esse caminho posso alcançar uma percepção que nasce da destruição. Uma percepção que, sem ela, eu jamais teria. Gostaria de enlouquecer para danificar o meu cérebro. A parte da Amígdala do sistema límbico. Ficar cega e muda. Mas manter a percepção auditiva afiada como o fio de uma navalha. 

Deixe um comentário